Saiba tudo sobre o novo tratamento para a doença celíaca

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Sabemos que cuidar da saúde é fundamental para uma vida plena e feliz. Bons hábitos como dormir o suficiente, praticar exercícios físicos, controlar o estresse e manter uma alimentação leve e saudável fazem toda a diferença. Contudo, pessoas que têm doença celíaca possuem um desafio a mais na hora de manter uma boa alimentação. 

O glúten é um composto de proteínas. Ele pode ser encontrado principalmente em produtos com farinha de trigo, mas também pode estar em alimentos que tenham aveia ou centeio em sua composição.

Mudança de hábitos

A condição traz limitações à qualidade de vida de seus portadores, pois celíacos precisam prestar constante atenção no que ingerem. Essas pessoas devem observar, por exemplo, todos os rótulos e embalagens dos produtos industrializados para conferir se há glúten em sua composição.

A intolerância ao glúten é uma doença autoimune, ou seja, quando o próprio organismo ataca seus tecidos, devido a uma disfunção do sistema imunológico. Quem tem a doença celíaca sente um grande desconforto ao ingerir alimentos com glúten e pode sofrer com inflamações e outros danos no intestino, em maior ou menor grau. 

As crises podem ser controladas evitando a ingestão de alimentos com glúten ou que tenham sido manipulados em recipientes com traços de glúten. Além de questões sociais e culturais, também há fatores econômicos para os pacientes celíacos. Muitas vezes, os produtos substitutos são muito mais caros, além de serem mais difíceis de encontrar, ou seja, menos acessíveis.

Novo tratamento traz esperança aos celíacos 

A doença celíaca ainda não tem cura, mas uma nova e avançada tecnologia está sendo desenvolvida para combater os efeitos da condição. Trata-se de uma nanopartícula biodegradável que ajuda o sistema imunológico a “entender” que o alérgeno (neste caso, o glúten) é seguro. Sua ação é muito parecida com a ideia do cavalo de troia. O “inimigo” vai para dentro do sistema imunológico, de maneira aparentemente inocente, e convence o organismo a não atacá-lo. 

Stephen Miller, professor de microbiologia e imunologia da Universidade Northwestern, vem desenvolvendo o tratamento baseado em nanotecnologia há décadas. Os pacientes celíacos analisados em seu estudo foram submetidos a uma dieta com ingestão de glúten por 14 dias. Os resultados do primeiro experimento com a tecnologia foram bastante promissores. 

Os pacientes que realizaram o tratamento tiveram cerca de 90% menos respostas imunes disfuncionais ao glúten. Essas pessoas também apresentaram redução significativa na inflamação do intestino delgado, provocada pela reação ao glúten. 

Vantagem em relação a outros tratamentos disponíveis 

O grande problema das substâncias utilizadas para alívio dos sintomas da doença celíaca é que elas podem causar diversos danos ao sistema imunológico, além de apresentar efeitos tóxicos, em alguns casos. São os chamados remédios imunossupressores, que diminuem a resposta imunológica para o glúten, mas também trazem efeitos colaterais. O novo tratamento com as nanopartículas não traz esses efeitos indesejados.

A outra boa notícia é que alergias e diferentes doenças, como asma, esclerose múltipla e diabetes tipo 1, também poderão ser tratadas com nanotecnologia. O tratamento ainda não se encontra disponível. Contudo, já foi licenciada para a COUR Pharmaceuticals Co., uma indústria de biotecnologia que possui registro na U.S. Food and Drug Administration (órgão responsável pela fiscalização de remédios e terapias nos Estados Unidos). Em breve, ela deve começar a ser comercializada. 

Se você tem a doença celíaca, cada vez mais alternativas devem surgir para tornar a sua rotina mais fácil. 

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