Tudo o que você precisa saber sobre diástase abdominal

0
300

Você já ouviu falar em diástase abdominal? Trata-se do afastamento do tecido conjuntivo e dos músculos do abdômen. Em casos mais graves, o afastamento pode chegar a dez centímetros. Os sintomas podem incluir, sobretudo, flacidez na região da barriga e dor lombar. 

Essa flacidez abdominal provocada pela diástase abdominal é difícil de reverter, pois os músculos afetados não respondem aos exercícios localizados, como os outros músculos do corpo. Nos casos mais graves, também são observados prolapso da pelve e incontinência urinária (com “vazamentos” durante tosses, espirros ou em corridas). Além disso, há risco aumentado de hérnia umbilical e abdominal.

A dor é causada pelo enfraquecimento dos músculos da região, pois eles são uma proteção natural à parte inferior da coluna. 

Grupos afetados pela diástase abdominal

A disfunção é mais frequente durante a gravidez e os sintomas podem se acentuar no período após o parto. É a famosa “pochete” da qual muitas mulheres se queixam após o período gestacional.

A diástase abdominal pode acontecer após o músculo esticar em excesso. Esse é o caso da gestação, principalmente quando a mulher tem mais de 35 anos, estava muito acima do peso durante a gestação ou em caso de gravidez gemelar. Além das dores e do desconforto, a autoestima das mulheres também acaba sendo prejudicada, pois a diástase mais severa também gera problemas estéticos. Isso leva ao desconforto gerado pelo uso de alguns tipos de roupas ou por idas à praia, por exemplo.

Há outras causas possíveis para a diástase, como levantar cargas muito pesadas sem a postura adequada ou ainda excesso de exercícios para a região abdominal. Por isso, a diástase pode acontecer até mesmo com atletas, embora de maneira mais leve e superficial que a diástase causada pela gestação e pelo levantamento de muito peso sem os devidos cuidados. 

Como resolver a diástase abdominal?

Ao tentarem corrigir rapidamente a diástase e voltar ao corpo de antes, muitas mulheres optam por exercícios intensos. Decidem apostar em um programa de exercícios de força, específicos para a área do abdômen. Contudo, essa não é a melhor abordagem. Os exercícios abdominais mais conhecidos, como o oblíquo, pioram a diástase. 

Para solucionar o problema, é preciso fazer exercícios para os músculos na camada mais profunda do abdômen, o transverso abdominal. A técnica de pilates clínico é uma das possibilidades. 

Os exercícios devem ser acompanhados por um profissional especializado, podendo ser um personal trainer ou fisioterapeuta. Atividades físicas mal realizadas podem ser ineficientes, piorando o quadro ou até mesmo causando uma hérnia. 

Com fisioterapia, é possível melhorar a partir do uso de equipamentos bastante eficientes para corrigir a diástase abdominal, por meio da contração dos músculos da região. O tempo de tratamento varia conforme o caso. Porém, com o acompanhamento adequado, em diástases com menos de 5cm, em dois ou três meses já é possível obter ótimos resultados. 

Como último recurso, para os casos mais graves, é indicada a cirurgia. Trata-se de um procedimento simples, que costura os músculos da região. Também há a possibilidade de fazer lipoaspiração ou abdominoplastia, se houver gordura em excesso. Cada caso deve ser discutido com o médico. 

Respiração ajuda no tratamento de diástase abdominal

Para reverter o quadro de diástase abdominal mais rapidamente, é necessário ter outros cuidados no dia a dia. Manter a postura correta (tanto em pé quanto sentada) e evitar dobrar o corpo para a frente (como no movimento do exercício abdominal mais conhecido) estão entre eles. 

Outro cuidado importante diz respeito à respiração adequada, o que pode ser alcançado a partir de exercícios hipopressivos. Eles consistem em inspirar, expirar, relaxar o abdômen e abrir as costelas. Dessa forma, os movimentos e posturas permitem a redução da pressão nas cavidades torácica, pélvica e abdominal.

Os exercícios abdominais hipopressivos também tonificam a parede abdominal e ativam a musculatura profunda da região. Além disso, a prática respiratória normaliza tensões dos músculos respiratórios, relaxa os grupos musculares antigravitacionais hipertônicos simultaneamente e estimula o sistema neurovegetativo simpático. 

O ideal é que um profissional especializado acompanhe os treinos, em função da complexidade desse método. A frequência dos exercícios respiratórios pode ser de duas vezes por semana, durando 30 minutos cada sessão. Após cinco semanas, recomenda-se aumentar para uma frequência diária por cerca de quatro semanas. Mulheres que deram à luz podem praticar pelo menos dois meses depois do nascimento do bebê, com resultados sendo percebidos em aproximadamente três meses. 

Por fim, deve-se ter atenção ao agarrar qualquer coisa no chão, mantendo as pernas dobradas e abaixando o corpo em vez de se dobrar para a frente. Assim, você evita esse problema e garante uma vida mais saudável.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here